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Diógenes Dantas


Já imaginou alguém desligar o telefone na cara do papa?

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Nem o Santo Padre, sentado na cadeira mais importante do Vaticano, resolve tudo.

A história, pinçada do New York Times, tem dessas ironias que a vida adora pregar — até em quem comanda mais de 1 bilhão de fiéis.

Dois meses depois de assumir como Leão XIV, o americano Robert Francis Prevost fez o que qualquer mortal faz: ligou para o banco, nos Estados Unidos, para atualizar telefone e endereço.

Identificou-se, respondeu corretamente a todas as perguntas de segurança, seguiu o script.

Não adiantou.

Do outro lado da linha, a atendente — fiel ao manual — não abriu exceção: só presencialmente.
“Não vou conseguir fazer isso”, reagiu o Bispo de Roma.

Tentou um último recurso, uma abordagem — digamos assim — diferente, improvável demais para o atendimento padrão:
“Faria diferença se eu dissesse que sou o papa?”

Clique. A mulher desligou.

A situação só se resolveu por vias mais… terrenas: um padre com trânsito junto ao presidente do banco entrou em cena e destravou o impasse.

Não há notícias sobre o destino da atendente que encerrou a ligação com o cliente mais famoso do banco — o sumo pontífice.

Ficou a dúvida — e a anedota: em algum lugar, há uma atendente que desligou na cara do papa.

E talvez nem saiba disso.

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