A suposta confissão dos dois suspeitos presos poucas horas após o atentado contra o vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, que resultou na morte do assessor dele, Allyson Diego, não foi o único elemento que pesa contra a dupla. A perícia criminal identificou as impressões digitais dos dois suspeitos presos no veículo utilizado no atentado contra o parlamentar.
A descoberta reforça o conjunto de provas que levou a Justiça a converter as prisões em preventivas e aponta para um crime planejado com antecedência por integrantes de uma facção criminosa, em retaliação à atuação do parlamentar contra grupos criminosos organizados na cidade.
Os dois suspeitos foram presos no Ceará na terça-feira (16). Com eles, os policiais apreenderam o carro, um fuzil calibre 5.56, uma pistola e R$ 10 mil em espécie. A audiência de custódia ocorreu na quinta-feira (18), e a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois na mesma data.
QUEM MANDOU MATAR
Segundo o delegado Márcio Lemos, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, todas as evidências apontam para uma retaliação direta pela postura pública do vereador no enfrentamento às organizações criminosas.
"O conjunto probatório que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos membros aponta que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que o vereador combate, então vem em função da atuação política dele de combater essa organização criminosa", afirmou o delegado.
Lemos acrescentou que os investigados já possuíam histórico de confronto com forças de segurança e com grupos rivais, dentro de um contexto de disputa entre facções que contribui para o aumento da criminalidade na região.
O atentado ocorreu na segunda-feira (15) durante uma transmissão ao vivo em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento. O assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, que acompanhava o parlamentar, foi baleado e não resistiu aos ferimentos.