Foto: Wilton Junior/Estadão
O governo federal reconheceu, em documento enviado ao Congresso Nacional, que poderá faltar dinheiro para manter as políticas públicas atuais a partir de 2028. As projeções oficiais apontam para uma insuficiência financeira de R$ 15,8 bilhões em 2028, R$ 14,9 bilhões em 2029 e R$ 23 bilhões em 2030, caso a trajetória atual das despesas seja mantida.
Os cálculos foram apresentados junto à proposta do Orçamento de 2027 e consideram os limites de gastos estabelecidos pelas regras do arcabouço fiscal. A estimativa leva em conta os custos do funcionamento da máquina pública e os investimentos, frente ao crescimento constante de despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios sociais.
Promessas e revisão de despesas
O cenário projetado ainda não inclui novas propostas anunciadas durante a campanha eleitoral, a exemplo do reajuste do Bolsa Família, do Pix de R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs) e da gratuidade no transporte público aos fins de semana. De acordo com o Estadão, a incorporação dessas medidas exigiria um ajuste de pelo menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027.
No documento, o próprio Executivo sinaliza a necessidade de reavaliar programas e revisar despesas ao longo dos próximos anos. No entanto, o Ministério do Planejamento afirma que as projeções consistem em exercícios técnicos e não representam desequilíbrio nas contas públicas ou descumprimento das normas fiscais vigentes.
A discussão sobre a sustentabilidade fiscal ocorre em meio ao debate político sobre o corte de gastos na administração federal, que envolve propostas de redução de despesas com custeio da máquina pública, ministérios, cargos comissionados, viagens e supersalários.
Com informações do Estadão