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Política

Flávio aciona TSE contra pesquisa que mostra queda de 6 pontos no 2º turno

Flávio Bolsonaro | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), protocolou nesta terça-feira (19), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada hoje, que indica que ele caiu seis pontos percentuais em um eventual segundo turno contra Lula (PT). A informação é do O Antagonista.

Segundo a equipe de pré-campanha do parlamentar, a representação questiona a metodologia adotada no levantamento e defende que o questionário teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio.

Segundo o documento, a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados.

“Para a coordenação jurídica, a pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública. O pedido afirma que o instrumento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral”, prossegue a pré-campanha de Flávio.

A representação ainda pede a apuração de possível prática de crime eleitoral, considerando a gravidade dos vícios apontados e do risco de divulgação de pesquisa considerada fraudulenta.

“A pré-campanha defende que pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos rigorosos, com transparência, equilíbrio e imparcialidade, para não serem utilizadas como instrumento de direcionamento da opinião pública. O pedido apresentado ao TSE inclui medida liminar para suspender a divulgação da pesquisa”, conclui a nota.

Segundo o levantamento divulgado, Lula tem 48,9% das intenções de voto para um eventual segundo turno, ante 41,8% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em abril, eles estavam empatados com 47,8% dos votos. Brancos, nulos e indecisos em maio somam 9,3%. No mês passado, eles eram 4,7%.

As intenções de voto em Flávio também despencaram no primeiro turno. O filho 01 de Bolsonaro tinha 39,7% dos votos em abril. Em maio, ele tem 34,3%. Neste cenário, Lula tem 47% das intenções de voto; Renan Santos (Missão), 6,9%; Romeu Zema (Novo), 5,2%; Ronaldo Caiado (PSD), 2,7%; Augusto Cury (Avante), 0,4%; e Aldo Rebelo (DC), 0,2%. Brancos e nulos são 1,4%. Indecisos são 1,9%.

A eleição deste ano perdeu os ares de previsibilidade com a divulgação na semana passada de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

Se até então era altamente provável uma polarização entre Lula e Flávio no segundo turno, agora não há mais certeza sobre quem enfrentará o presidente.

AtlasIntel errou ao reproduzir áudio de Flávio a Vorcaro?

A pesquisa divulgada hoje está sendo questionada por bolsonaristas por ter exibido o áudio de uma das mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro.

CEO da AtlasIntel, Andrei Roman defendeu, em postagem em seu perfil no X, a inclusão da mensagem.

“O áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e portanto não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil mas a nível global”, disse Roman em resposta aos questionamentos.

Crusoé colheu algumas opiniões sobre a inclusão do áudio, no qual Flávio cobra de Vorcaro o dinheiro prometido para patrocinar o filme “Dark Horse”, sobre a corrida presidencial de 2018, vencida por Bolsonaro.

Para o cientista político Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy e colunista de Crusoé, “esse é um método super legítimo de fazer pesquisa, não invalida a pesquisa”.

Sócio estrategista do instituto de pesquisa Realtime Big Data, parceiro de O Antagonista no Lulômetro, Wilson Pedroso disse que “se o áudio foi reproduzido depois do questionário, não houve interferência no cenário eleitoral medido”.

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