Um estudo realizado pela consultoria financeira Algoritmado, de julho de 2026 revelou, que o banco de dados público da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza os arquivos de seu banco de dados público utilizando o formato de data norte-americano (mês/dia/ano), sem informar na documentação técnica. A informação é do Poder 360.
Com isso, empresas do mercado de cannabis medicinal no Brasil acabaram calculando de forma errada a validade de suas licenças comerciais ao importarem as informações no padrão brasileiro.
A divergência pode provocar erros no controle regulatório das empresas. Ao interpretar as datas no formato brasileiro (dia/mês/ano), em vez do padrão norte-americano (mês/dia/ano), companhias podem calcular de forma incorreta o vencimento das autorizações, comprometendo o planejamento para renovação das licenças e o cumprimento dos prazos estabelecidos pela Anvisa.
A inconsistência foi comprovada nas datas de publicação, que apresenta números maiores que 12 na posição central, uma configuração exclusiva do calendário dos Estados Unidos. Apesar da falha, o levantamento confirma que nenhuma das 59 autorizações vigentes no país está vencida no momento.
Essas licenças estão divididas entre 26 empresas, sendo que as 5 maiores companhias concentram 42% dos produtos autorizados. No entanto, 16 dessas licenças expiram nos próximos 12 meses, exigindo atenção do setor.
RESOLUÇÕES DE CULTIVO
O alerta sobre os prazos vem em um momento decisivo para o mercado. Entra em vigor na 3ª feira (4.ago.2026), o pacote de resoluções da Anvisa que completa as regras para o cultivo da planta no Brasil, tornando o controle preciso das licenças essencial para a gestão das empresas.
Publicadas em fevereiro, as 4 novas resoluções regulamentam a produção, a pesquisa e o uso da cannabis medicinal no Brasil, em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal de 2024. O prazo oficial de adequação para as empresas do setor terminou em 1º de agosto.