A criança que estava internada após suspeita de reação relacionada a um detergente da Ypê recebeu alta hospitalar na última quarta-feira (20) após exames descartarem ligação entre o produto de limpeza e o quadro clínico apresentado. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta.
Segundo o secretário, a paciente foi diagnosticada com eritema infeccioso, doença viral causada pelo parvovírus humano, conhecida por provocar manchas vermelhas pelo corpo, além de sintomas como febre e dor de cabeça.
“A criança foi diagnosticada com uma doença infecciosa chamada eritema infeccioso, causada por um vírus chamado parvovírus. É uma doença que pode causar manchas no corpo, como uma rubéola. Ela pode dar sintomas gerais como febre e dor de cabeça, mas é uma doença que não tem riscos, a não ser que a pessoa tenha alguma baixa imunidade”, explicou.
De acordo com Alexandre Mota, o diagnóstico foi confirmado por meio de exames sorológicos, utilizados para identificar a presença de anticorpos relacionados a vírus e outras infecções. “Foi descartada a hipótese de que houvesse a infecção por uma contaminação do produto do Ypê. Na verdade, a criança tem essa doença benigna, que não envolve maiores riscos, e a criança já está em casa”, afirmou.
O caso ganhou repercussão após a suspeita inicial de que a menina teria desenvolvido o quadro após contato de um ferimento com o detergente. Segundo o secretário, essa informação não se confirmou durante a investigação conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
“Houve uma comoção naquele primeiro momento, porque havia uma informação, que não se concretizou como verdadeira, de que a criança teria um ferimento e teria se contaminado por ter lavado aquele ferimento com o produto Ypê. No final das contas, se verificou que isso não foi verdadeiro,”, disse.
A menina de 10 anos estava internada desde o dia 13 no Hospital Varela Santiago, em Natal, com suspeita de infecção por detergente Ypê. A criança foi inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pajuçara, na Zona Norte da capital, no dia 11. Na ocasião, a família afirmou que médicos suspeitavam de uma bactéria, mas que ainda não tinha informações precisas sobre qual seria o agente causador do problema. Os parentes explicaram que os sintomas começaram após a menina lavar as mãos utilizando o produto enquanto estava com um pequeno corte em uma das mãos.
Com informações de Agora RN