Passou despercebido por muita gente um dado importante no que diz respeito a segurança pública: os estados mais violentos do Brasil são governados pelo PT ou por partidos aliados ao Partido dos Trabalhadores. A informação é do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Segundo o levantamento divulgado esta semana, Amapá, Bahia e Pernambuco estão entre os mais violentos. Do outro lado, São Paulo, Santa Catarina e o Distrito Federal são os que tem menos assassinatos, proporcionamente falando. Veja a relação abaixo:
Acre — 20,2 homicídios por 100 mil habitantes;
Alagoas — 35,9;
Amapá — 45,7;
Amazonas — 32,2;
Bahia — 40,9;
Ceará — 34,3;
Distrito Federal — 10,3;
Espírito Santo — 26;
Goiás — 18,4;
Maranhão — 31,1;
Mato Grosso — 29,1;
Mato Grosso do Sul — 18,3;
Minas Gerais — 12,8;
Pará — 27,4;
Paraíba — 25,7;
Paraná — 18,6;
Pernambuco — 37,3;
Piauí — 20,6;
Rio de Janeiro — 20,4;
Rio Grande do Norte — 23,5;
Rio Grande do Sul — 15,2;
Rondônia — 30,3;
Roraima — 27,8;
Santa Catarina — 8,1;
São Paulo — 6,6;
Sergipe — 23;
Tocantins — 19,8.
É importante, porém, dizer porque procurei esse dado: porque vi uma fala do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (hoje líder do PT no Senado), fazendo críticas a um projeto do senador Styvenson Valentim que equiparava facção criminosa a grupo terrorista. O projeto passou pelo Senado, mas está engavetado na Câmara dos Deputados desde 2023.
Diante da notícia de que os Estados Unidos classificaram PCC e CV como facções criminosas, procurei e encontrei a reunião da Comissão de Segurança Pública do Senado Federal que discutiu (e aprovou) a proposta de Styvenson. Naquela oportunidade, Jaques Wagner votou favorável, mas fez a ressalva que, enquanto governador da Bahia, tinha uma certa postura contra a política do encarceramento.
Jaques Wagner foi governador entre 2007 e 2014. Depois, assumiu o aliado dele: Rui Costa, que ficou no cargo até 2022. Em 2023, assumiu um novo petista: Jerônimo Rodrigues. Em quase 20 anos e com a postura crítica a política do encarceramento, a Bahia é atualmente o segundo estado mais violento do Brasil.
O Estado mais violento do Brasil é também governado por um aliado do PT: Clécio Luís, do Amapá. Filiado ao União Brasil, o governador começou sua trajetória política no PT e depois no PSOL (pelo qual foi eleito prefeito de Macapá). Atualmente, mantém uma aliança próxima com o Governo Lula.
Caso semelhante acontece em Pernambuco, da governadora Raquel Lira. Candidata a reeleição, é um dos estados onde o PT tem aliança com a situação e a oposição, afinal, o principal adversário de Lira é João Campos, filiado ao PSB, outro partido do arco de alianças petistas.