A organização de direitos humanos FairSquare entrou com uma contestação dentro da Fifa para tentar impedir que Gianni Infantino concorra novamente à presidência da entidade. O grupo sustenta que o dirigente já completou o número máximo de mandatos permitido pelo estatuto e, portanto, não poderia buscar uma nova reeleição.
Infantino assumiu o comando da Fifa em fevereiro de 2016, após a saída de Sepp Blatter. Como entrou no cargo para concluir o mandato que estava em andamento, a entidade decidiu posteriormente que esse período não deveria ser considerado na contagem do limite de três mandatos. A interpretação foi formalizada pela Fifa em 2022 e permite que o atual presidente permaneça elegível para uma nova disputa.
A FairSquare, porém, contesta essa leitura. Em documento encaminhado ao Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade da Fifa (GACC), a organização afirma que o primeiro período de Infantino à frente da entidade também deveria entrar no cálculo. A carta foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo The Athletic.
Segundo Nicholas McGeehan, diretor da FairSquare, a limitação de mandatos existe justamente para evitar uma concentração prolongada de poder na presidência da Fifa. Na avaliação apresentada pela organização, não seria possível desconsiderar o período iniciado em 2016 apenas porque Infantino assumiu um mandato que já estava em curso.
A discussão acontece antes do próximo Congresso da Fifa, marcado para 18 de março de 2027, no Marrocos. A expectativa é que Infantino busque permanecer no cargo por mais um ciclo, que teria duração de 2027 a 2031. A contestação apresentada pela FairSquare agora será analisada dentro dos mecanismos de governança da própria entidade.