A notícia é do Blog de Gustavo Negreiros:
Um delegado de Polícia Civil está sendo investigado por ter espancado uma criança que seria entiada dele, em Natal. O caso teria começado em abril do ano passado, quando a criança chegou na escola particular, usando casaco e cabisbaixa.
"As professoras, percebendo um comportamento estranho, tentaram descobrir o que havia acontecido. Em determinado momento, a criança contou que foi jogada na parede pelo padrasto. Imediatamente, as professoras entraram em contato com a mãe, médica, que, apesar da criança estar com o braço todo roxo, disse que viu o ocorrido pelas câmeras e que não era nada demais", narrou o texto.
Segundo o Blog, ao saber do fato, o pai recorreu ao Conselho Tutelar que analisou o caso como grave e o orientou a denunciar na DCA (Delegacia da criança e adolescente). Afinal, não era a primeira agressão feita pelo padrasto. Contudo, ao ser chamada no Conselho tutelar, a mãe alegou que a criança tem TDAH e apresentou o exame de corpo e delito do padrasto, mas não do próprio filho.
"Segundo a mãe, a criança estava dando trabalho, foi trancada em um quarto como castigo, começou a chutar a porta e gritar, até que o padrasto teria ido resolver o problema e a agressão teria acontecido. Ao ouvir os relatos da mãe e do padrasto, que é delegado, o conselho tutelar chamou o pai e orientou a entrar na justiça e pedir a guarda do filho", revelou o jornalista da 96.
"Há quase um ano a Justiça 'dorme' em cima dessa grave denúncia. Não houve nenhuma solução e o pai continua aflito acerca da segurança da criança. O processo tramita na 6ª Vara de Família. Até o momento, a juíza não ouviu as testemunhas do caso e ainda aceitou um pedido da mãe para aumentar o valor da pensão em 50%", acrescentou o Blog.
Gustavo Negreiros ainda lembrou que, caso o pai, o denunciante, não pagar, é ele que vai preso. "O pai questiona a demora para algum resultado e pergunta se o fato de o Padrasto ser delegado tem gerado algum tipo de influência. Afinal, já se passou quase um ano sem nenhuma solução", avaliou.
Os nomes dos envolvidos não foram citados na matéria.