A fatura da destruição deixada nas arquibancadas após a queda do Vasco na Sul-Americana já tem um valor inicial. O Consórcio Fla-Flu divulgou nesta quinta-feira (22) que os graves atos de vandalismo ocorridos durante o duelo contra o Boca Juniors geraram um prejuízo superior a R$ 300 mil aos cofres do estádio.
O balanço detalhado da vistoria impressiona pelo tamanho do estrago. Além de 489 cadeiras arrancadas ou quebradas — sendo 47 delas no setor dos visitantes argentinos —, a onda de depredação destruiu oito vasos sanitários, oitos corrimãos, bebedouros e diversas outras peças dos banheiros. A equipe de manutenção ainda avalia os danos à pintura causados por adesivos colados irregularmente.
A administração do complexo esportivo garantiu que não vai absorver os custos desse cenário de fúria de braços cruzados. Em nota oficial, a concessionária informou que adotará todas as medidas judiciais e cabíveis para cobrar o ressarcimento integral de cada item danificado durante a derrota cruzmaltina por 3 a 1.
O tamanho da dor de cabeça também impactou o calendário do Maracanã de forma imediata. Devido ao curto intervalo de tempo e ao grande volume de reparos necessários, o consórcio admitiu que foi fisicamente impossível recuperar toda a estrutura a tempo de entregar o estádio em perfeitas condições para o embate desta noite entre Flamengo e Estudiantes, válido pela semifinal da Libertadores.