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Política

Congresso confia mais no BC do que no STF no caso Master, aponta pesquisa

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Pesquisa realizada pelo Ranking dos Políticos aponta que o Congresso Nacional confia mais no BC (Banco Central) do que no STF (Supremo Tribunal Federal) na condução do caso envolvendo o Banco Master.

A noticia é do portal CNN. A sondagem mostra que cerca de dois terços dos parlamentares da Câmara (68,5%) avaliam a atuação do BC como “excelente”, “boa” ou “regular”, enquanto no Senado Federal a soma dos três percentuais totaliza aproximadamente 77%.

Quando questionados sobre a atuação do STF no caso, mais de 50% dos deputados avaliam a atuação do STF como “ruim” ou “péssima”. No Senado, a soma é ainda maior: cerca de 63%.

O trabalho mostra ainda que parlamentares de direita avaliam mais negativamente o STF do que os de centro e os de esquerda.

“A segmentação por espectro ideológico reforça essa assimetria. Entre parlamentares de direita, a rejeição ao STF atinge seus níveis mais altos, com a avaliação “péssima” se aproximando da maioria absoluta tanto na Câmara (75%) quanto no Senado (83,3%)”, diz o material da pesquisa.

“No centro, prevalece uma leitura crítica, com predomínio da classificação “ruim”. Já na esquerda, embora haja maior tolerância com índices positivos de atuação, 24,1% dos deputados ainda classificam a atuação da Corte como “péssima”, indicando que a crítica não se restringe a um único campo ideológico”, acrescenta.

De acordo com o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, os dados indicam uma distinção clara feita pelo Parlamento entre instâncias técnicas e decisões judiciais.

Segundo ele, a leitura negativa sobre o STF é transversal, ainda que mais intensa à direita.

A análise geral do Ranking dos Políticos aponta que esse ambiente pode ter efeitos práticos no Legislativo.

Ao mesmo tempo, a avaliação mais favorável ao BC reforça a narrativa de defesa da autonomia técnica e da separação entre decisões regulatórias e disputas político-judiciais.

A coleta de dados ocorreu entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro. A margem de erro é de 6,5%, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.