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Política

Senador é alvo de despacho de macumba

macumba | Foto: Reprodução/WhatsApp

O senador Magno Malta (PL-ES) disse nesta segunda-feira, 9, que um objeto associado a práticas de feitiçaria foi encontrado, na manhã de hoje, enterrado no jardim anexo ao seu gabinete no Senado Federal. A informação é do O Antagonista.

A descoberta foi feita por funcionários da equipe de jardinagem da Casa durante atividades de manutenção no local.

“Após a identificação do objeto, o material foi recolhido e entregue à Polícia Legislativa do Senado, que ficará responsável por apurar as circunstâncias do ocorrido. De acordo com informações preliminares, a área onde o objeto foi localizado não possui cobertura de câmeras de segurança”, acrescenta a nota divulgada pelo gabinete do parlamentar.

Magno Malta é conhecido por posicionamentos religiosos. Frequentemente o parlamentar diz que o Brasil vive uma “batalha espiritual“. Segundo o senador, a descoberta do objeto representa uma materialização concreta de algo que, até então, era tratado no campo simbólico e da fé.

O gabinete do congressista reforça que a Polícia Legislativa deverá analisar o caso para verificar como o objeto foi colocado na área interna do Senado e se há indícios de violação de segurança institucional. O Antagonista pediu um posicionamento para o Senado; a reportagem será atualizada se houver retorno.

Imagens divulgadas pelo gabinete de Magno Malta mostram o objeto encontrado. Trata-se de um recipiente com uma mensagem escrita numa folha de papel em língua não identificada.

Malta é senador pelo Espírito Santo desde 2023. Ele já havia ocupado o posto de 2003 a 2019 também. É filiado ao Partido Liberal (PL) desde 2006. O senador é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em janeiro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) negou autorização ao congressista para visitar Bolsonaro na Papudinha.

“Em relação ao rol de visitantes solicitado pela Defesa, a autoridade policial militar informou que o Senador MAGNO PEREIRA MALTA tentou ingressar na unidade prisional sem autorização, mediante o uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima. Tal conduta gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia, obstaculizando o deferimento do pedido”, pontuou Moraes.

Magno Malta reagiu por meio de nota. “A justificativa apresentada para o indeferimento da visita a Jair Bolsonaro, atribuída ao ministro, não encontra respaldo nos fatos. Em nenhum momento houve tentativa de invasão, acesso irregular ou qualquer conduta incompatível com a lei durante a ida do senador Magno Malta, no dia 17 de janeiro, à unidade prisional da Papudinha, cujo objetivo foi exclusivamente obter informações sobre a situação do ex-presidente”, afirma o senador.

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