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Política

CFM anuncia sindicância sobre assistência médica a Bolsonaro

DF Star Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou nesta quarta-feira, 7, a instauração imediata de uma sindicância para apurar denúncias relacionadas à assistência médica oferecida a Jair Bolsonaro (PL). A informação é do O Antagonista.

O ex-presidente caiu e bateu a cabeça na madrugada de terça-feira, 6, mas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, só foi autorizado a fazer exames no Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta quarta.

Segundo a PF, Bolsonaro recebeu atendimento médico “após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada”.

“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, disse.

Monitoramento contínuo

Em nota, o CFM afirmou que o estado de saúde de Bolsonaro demanda “um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.

“O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”, acrescentou.

Caberá ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) conduzir a sindicância.

A negativa de Moraes

A defesa do ex-presidente pediu ainda na terça autorização para que ele fosse ao Hospital DF Star fazer exames.

Moraes, no entanto, negou o pedido por considerar que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” do ex-presidente da sede da PF.

Além disso, ele solicitou a apresentação do laudo médico do atendimento realizado na própria superintendência e pediu à defesa que indicasse quais exames Bolsonaro pretendia realizar, para avaliar se eles poderiam ser feitos no local.

O encaminhamento de Jair Bolsonaro para o hospital só foi autorizado por Moraes na manhã desta quarta-feira.

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