A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) veio a público nesta quarta-feira (4) para negar oficialmente o afastamento do árbitro Anderson Daronco e do responsável pelo VAR, Rodrigo D’Alonso Ferreira, após a arbitragem conturbada na semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras e Vasco. Apesar de rechaçar qualquer punição disciplinar severa, a entidade surpreendeu ao retirar Daronco da elite e escalá-lo para apitar na Série B neste fim de semana.
Em nota divulgada para tentar abafar a crise, a CBF detalhou os próximos passos da dupla. Daronco comandará o duelo entre Avaí e São Bernardo no próximo sábado, em Santa Catarina, pela Segundona. Já D’Alonso sequer apitará no Brasil: ele atuará no Campeonato Saudita no domingo, na partida entre Al-Ain e Al-Wahda. A confederação justificou que a viagem internacional já estava programada e garantiu que ambos seguem à disposição para as próximas rodadas da Série A.
Os rumores de que os árbitros iriam parar na famosa "geladeira" ganharam muita força nos bastidores após uma tensa reunião de mais de cinco horas realizada na terça-feira (3), envolvendo a cúpula do Vasco, a Ferj e a própria direção da CBF. A diretoria cruzmaltina havia deixado o encontro com a clara expectativa de que a dupla seria punida pelos erros que, na visão do clube, interferiram diretamente na derrota por 1 a 0 para o Alviverde no último domingo (1º).
A revolta do time carioca concentra-se, principalmente, em dois lances capitais: um pênalti ignorado após toque de mão de Barboza e a expulsão do zagueiro Saldivia. O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, não poupou palavras e disparou contra a conduta no apito, classificando a atuação de Daronco como "vergonhosa" e apontando uma "dualidade de critérios gritantes", especialmente na aplicação excessivamente rigorosa do primeiro cartão amarelo que culminou na expulsão do defensor vascaíno.