Capitão da Seleção Brasileira, Marquinhos acredita que o calor intenso e o desgaste acumulado ao fim da temporada europeia serão alguns dos principais obstáculos para as equipes que disputarão a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México.
O zagueiro falou sobre o tema nesta quarta-feira (3), durante entrevista coletiva, e citou a experiência vivida com o PSG na Copa do Mundo de Clubes do ano passado. Segundo ele, as altas temperaturas tiveram influência direta no desempenho das equipes, especialmente nos jogos disputados durante a tarde.
Marquinhos destacou ainda que a preparação física e a estratégia adotada pelas seleções poderão fazer a diferença durante o torneio. Para o defensor, sair na frente do placar pode representar uma vantagem importante, já que correr atrás do resultado em condições climáticas adversas exige um desgaste ainda maior dos atletas.
Estudos recentes já apontaram preocupação semelhante. Pesquisadores do grupo World Weather Attribution estimam que cerca de um quarto das partidas da Copa poderá ser disputado em condições acima dos níveis considerados seguros pela FIFPRO, entidade que representa os jogadores profissionais.
Ao comentar sobre a atual geração da Seleção Brasileira, Marquinhos evitou comparações com equipes de Copas anteriores. O defensor afirmou que não existe uma fórmula pronta para conquistar o título mundial e ressaltou a importância do trabalho coletivo, além da experiência acumulada por atletas que já viveram campanhas frustradas em edições passadas do torneio.