O ano do ABC em campo superou as expectativas e o acesso para a série "C" veio, mas aos poucos a conta para deixar tudo ok no futebol vai cobrando seu preço.
Tive acesso ao processo referente a uma nova cobrança de R$ 571.911,25 contra o ABC, relacionada a um empréstimo de R$ 500 mil tomado pelo clube em julho de 2025, já depois do ajuizamento e do deferimento da recuperação judicial.
A ação foi proposta por Jamilly Gonçalves Zani, empresária com negócios no RN e no Pará. Segundo os documentos juntados, ela transferiu R$ 280 mil ao ABC em 15 de julho e mais R$ 220 mil no dia seguinte como mostram os recibos abaixo:

O contrato foi assinado pelo presidente Eduardo Machado e pelo vice-presidente de Finanças e Administração, Marconi Brasil.
O ABC se comprometeu a devolver o empréstimo em duas parcelas, com vencimentos em 25 de julho e 25 de agosto de 2025. Como garantia, o ABC teria cedido as cotas pagas pela CBF, via FNF.
Segundo a empresária, o clube não formalizou a notificação da cessão à FNF e acabou recebendo diretamente as receitas que deveriam compor a garantia, sem repassar valores para quitar o débito.
Ela também defende que o crédito NÃO ESTÁ INSERIDO na Recuperação Judicial justamente por ter surgido depois do pedido recuperacional.
A 14ª Vara Cível já havia determinado mandado que o ABC pagasse ou apresentasse defesa em 15 dias, com honorários iniciais de 5%. A citação foi entregue em 24 de agosto.
A DEFESA DO ABC:
O jurídico do Alvinegro apresentou sua defesa (embargos), RECONHECENDO ter recebido os R$ 500 mil da empresária, mas contesta o valor total cobrado, pedindo que a cobrança caia de R$ 571,9 mil para R$ 522,2 mil, com juros apenas a partir da citação no processo.