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Política

'Bolsa pistola': comissão aprova projeto de incentivo para compra da 1º arma

Homem segura uma arma no clube de tiro 'Calibre 12' em São Gonçalo, Rio de Janeiro, em imagem de setembro de 2018 — Foto: Daniel Ramalho/AFP/Arquivo

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou nesta semana um projeto que prevê "incentivos fiscais" para a compra da "primeira arma" de fogo. A informação é do G1.

O projeto ainda será votado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e depois será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Aprovada nos colegiados, a proposta será encaminhada ao Senado.

Se aprovada nas duas Casas legislativas, o projeto ainda vai para a sanção do presidente da República. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dito que a proposta não deve prosperar.

O texto, de autoria do deputado Marcos Polon (PL-MS), cria a Política Nacional de Acesso À Primeira Arma de Fogo (PNAPAF), com incentivos fiscais e linhas de financiamento favorecidas por instituições financeiras.

A proposta não detalha quais os termos dos incentivos. Um decreto do governo deverá regulamentar a lei se aprovada e sancionada.

A comissão é dominada por integrantes da Frente de Segurança Pública, a chamada Bancada da Bala. Todos se manifestaram favoravelmente ao texto, que foi aprovado de forma simbólica (quando não há registro de votos).

O projeto prevê o incentivo para brasileiro nato ou naturalizado, em situação regular junto à Receita Federal e sem registro anterior de arma de fogo.

Armar pessoas potencializa violência, diz deputado

Contrário ao projeto, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) disse que armar pessoas é uma medida que potencializa a violência, sobretudo, contra populações vulneráveis.

“O feminicídio tem múltiplas causas. Essa cultura patriarcal é um elemento fundamental para essa violência do cotidiano. A arma de fogo só potencializa e aumenta o feminicídio”, afirmou o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL- RJ).

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