A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de venda, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé no Brasil. Com informações do Metrópoles.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (7/1) e tem caráter preventivo, após a identificação de um possível risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
Segundo a Anvisa, a medida foi adotada para proteger bebês e crianças pequenas, público mais vulnerável aos efeitos desse tipo de contaminação. A resolução entrou em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União.
A ingestão de cereulide pode causar vômitos, diarreia e sonolência excessiva, sintomas que exigem atenção médica, especialmente em crianças.
A agência de vigilância explica que a toxina é preocupante porque resiste ao aquecimento — ou seja, não é eliminada apenas com o preparo comum da fórmula, como aquecer a água ou misturar o pó corretamente.
Quais fórmulas foram afetadas
A proibição atinge lotes específicos de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé. Entre os produtos citados pela Anvisa estão marcas conhecidas, como:
- Nestogeno
- Nan Supreme Pro
- Nanlac Supreme Pro
- Nanlac Comfor
- Nan Science Pro Sensitive
- Alfamino
A Anvisa reforça que nem todos os produtos dessas marcas estão proibidos, apenas os lotes listados oficialmente. A orientação é que pais e responsáveis confiram o número do lote impresso na embalagem.
A Nestlé informou à imprensa que iniciou um recall voluntário após identificar a possível contaminação em uma matéria-prima fornecida por um parceiro internacional, localizado na Holanda.
O problema teria sido detectado durante controles de qualidade, e os produtos passaram a ser retirados do mercado como medida de segurança. A Anvisa acompanha o caso e afirmou que a ação faz parte dos protocolos de vigilância para evitar que alimentos potencialmente inseguros cheguem ao consumo.
O que pais e responsáveis devem fazer
Quem tiver em casa fórmulas infantis incluídas na lista de lotes proibidos deve interromper o uso imediatamente. A Anvisa orienta que o produto não seja oferecido às crianças, mesmo que a embalagem já tenha sido aberta.
Caso o bebê apresente sintomas como vômitos persistentes, diarreia ou sonolência fora do normal após o consumo, a recomendação é procurar atendimento médico e, se possível, levar a embalagem do produto.
A agência reforça ainda que fórmulas infantis devem ser usadas apenas com orientação de profissionais de saúde e preparadas exatamente conforme as instruções do rótulo.