A semana que antecedeu as convenções partidárias foi marcada pelos últimos lances dos três maiores grupos na disputa pelo Governo do Estado e pelo Senado.
A pré-campanha de Allyson Bezerra anunciou o nome do vereador Tércio Tinoco, do União Brasil, como companheiro de chapa de Zenaide Maia na corrida ao Senado.
O anúncio ocorreu sem grande alarde, restrito a registros nas redes sociais e entrevistas do próprio pré-candidato, evidenciando o papel de coadjuvante nessa peleja.
Já o grupo governista, liderado pela governadora Fátima Bezerra e pelo pré-candidato Cadu Xavier, correu para reagir ao baque de perder o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, para o palanque do bolsonarismo.
O PT de Fátima havia reservado a vaga de vice de Cadu para um nome do PSDB de Ezequiel e outras prendas, mas ficou a ver os tucanos voando para o terreiro alheio.
Restou a Cadu anunciar Larissa Rosado, dirigente do PSB, como candidata a vice, em um evento acanhado na cidade de Mossoró, terra da "resistência".
Agora, de longe, o fato mais relevante da semana passada favoreceu o pré-candidato Álvaro Dias, do Partido Liberal, representante da direita no Rio Grande do Norte.
Ao receber o apoio de Ezequiel Ferreira de Souza, Álvaro venceu duas vezes: evitou que o PSDB fechasse com o PT e fortaleceu-se na disputa com Allyson Bezerra pelo apoio de lideranças da centro-direita, principalmente no interior do Estado, onde o presidente da Assembleia tem grande capilaridade.
O evento realizado pelo PSDB, no sábado, em Natal, para oficializar o apoio à chapa Álvaro e Babá, com a presença dos principais candidatos ao Senado — Styvenson Valentim e Coronel Hélio — e de outras lideranças da direita, foi bastante representativo. Uma demonstração de força política. Pelo discurso, Ezequiel Ferreira deu a entender que é bolsonarista desde criancinha.
Creio que as convenções partidárias também serão marcadas por grandes mobilizações de pré-candidatos, filiados e apoiadores dos grupos que disputarão as eleições.
Tudo gravado, cortado e recortado para repercutir e reverberar durante a campanha eleitoral, que só começa para valer em meados de agosto.
Prepare-se, eleitor. A Copa do Mundo de Futebol acabou.
Agora o jogo é outro. Os times da eleição estadual estão praticamente escalados. E a bola vai rolar.