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Cidades

Potência Potiguar: energia eólica sem disse me disse

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As turbinas eólicas são mesmo uma ameaça para as aves?

Quando se discute energia eólica, muitas vezes surge a preocupação com impactos sobre as aves. Porém, as pesquisas científicas mostram que as turbinas estão longe de ser o principal risco. Segundo dados analisados por pesquisadores da University of Michigan, as maiores ameaças às aves são:

- Gatos domésticos soltos: responsáveis por aproximadamente 1 bilhão de mortes de aves por ano nos EUA;

- Colisões com janelas e prédios: entre 365 milhões e 1 bilhão de mortes por ano;

- Perda de habitat causada por expansão agrícola, urbana e industrial;

- Mudanças climáticas, que já fizeram desaparecer cerca de 3 bilhões de aves desde os anos 1970.

Comparado a isso, as turbinas eólicas são responsáveis por 150 mil–500 mil mortes/ano, ou seja, menos de 0,01% das causadas por gatos.

Com o avanço das mudanças climáticas afetando rotas migratórias e disponibilidade de alimento, a energia eólica acaba sendo uma aliada das aves, pois reduz emissões e protege ecossistemas a longo prazo.

A ameaça real às aves vem da destruição de habitat, da poluição e do aquecimento global e não dos parques eólicos bem planejados.

Foto: Nicholas Doherty / Unsplash

Radares reduzem em até 82% acidentes com aves

Mesmo que as turbinas representem uma fração muito pequena das mortes de aves, a indústria evoluiu para reduzir ainda mais esse impacto.

O sistema mais estudado é o IdentiFlight, que usa câmeras de alta resolução e inteligência artificial para:

- identificar espécies sensíveis, como aves de rapina;

- calcular velocidade e direção de voo;

- acionar automaticamente a redução da rotação ou parada temporária das turbinas para permitir passagem segura.

Segundo um estudo divulgado pela BBC, um parque eólico em Wyoming conseguiu: reduzir a mortalidade de águias em 82% após a instalação da tecnologia.

Além disso, outros projetos utilizam:

- radares de vigilância aérea,

- modelagem de risco,

- monitoramento contínuo,

- ajustes sazonais de operação.

O que isso significa para o Nordeste?

Regiões como Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Piauí – líderes em geração eólica – podem receber parques equipados com sistemas modernos capazes de:

- detectar aves em tempo real,

- interromper turbinas por alguns minutos quando necessário,

- mapear rotas migratórias locais,

- proteger espécies vulneráveis.

A combinação de energia limpa + tecnologia avançada torna possível gerar desenvolvimento local e proteger a biodiversidade ao mesmo tempo.

turbinas eólicas não emitem radiação

turbinas eólicas não emitem radiação

Foto: Vladyslav Chercasenko / Unsplash

Outra preocupação comum em comunidades próximas a parques eólicos é a ideia de “radiação”. No entanto, o que existe ao redor das turbinas são campos eletromagnéticos (EMF) — os mesmos presentes em:

- redes elétricas,

- eletrodomésticos,

- postes e transformadores,

- roteadores e aparelhos comuns.

Um estudo publicado na revista Environmental Health avaliou turbinas no Canadá e encontrou:

- 0,9 mG na base da turbina (nível baixo)

- 0,2–0,3 mG a apenas 2 metros, equivalente ao nível natural de fundo

- valores de fundo mantidos até 200–500 metros de distância

O que a pesquisa conclui:

- Os EMF de turbinas são muito baixos;

- Estão bem abaixo dos limites internacionais de segurança definidos pela ICNIRP;

- Não apresentam riscos adicionais à saúde;

- São similares ou menores do que os EMF encontrados dentro de casas e escolas.

As turbinas eólicas não emitem radiação perigosa. Os níveis medidos são considerados seguros pelos padrões internacionais e ficam abaixo de muitos aparelhos que usamos diariamente.

O que o mundo diz sobre o futuro da energia

Um relatório recente da Agência Internacional de Energia (IEA) mostra que o jeito como produzimos e usamos energia está mudando rápido. Segundo a IEA, o mundo está começando a diminuir o uso de combustíveis fósseis (como petróleo, gás e carvão) e ampliar o uso de fontes limpas, como a energia solar, eólica e eletricidade gerada sem queimar combustível.

Isso acontece por dois motivos principais:

- Tecnologias limpas estão ficando mais baratas e mais usadas — como painéis solares e carros elétricos.

- Cada vez mais países querem energia que não polua e que não dependa tanto de combustíveis importados.

O relatório também diz que, mesmo com esse avanço, ainda faltam ações mais fortes para que o mundo consiga limitar o aquecimento do planeta e combater as mudanças climáticas.

Ou seja: a transição para energias limpas já começou, está acontecendo rápido, mas precisa ir ainda mais longe para garantir um futuro mais seguro e sustentável para todos.

Conclusão… a energia eólica é uma solução – das boas! – e não um problema.

O vento do Nordeste é um dos maiores recursos naturais do Brasil. E quando a energia eólica é implantada com planejamento, tecnologia e diálogo com a comunidade, ela oferece: proteção ao meio ambiente, empregos locais, renda no campo, desenvolvimento municipal, energia limpa estável e proteção ao meio ambiente. Chega de disse me disse. Informação é poder! 

Reprodução: Potencializa Brasil.

 

 

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