O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, marca uma agenda global de enfrentamento às desigualdades de gênero nas áreas científicas e tecnológicas. No Rio Grande do Norte, essa pauta ganha força por meio do Projeto Meninas no Espaço, iniciativa administrada pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Voltado à formação científica de meninas e jovens mulheres, o projeto atua na promoção do acesso à ciência, à tecnologia e ao setor aeroespacial, áreas historicamente marcadas pela sub-representação feminina. A iniciativa desenvolve ações formativas em escolas públicas, integrando educação científica, tecnologias espaciais, ciência do clima e metodologias ativas de ensino, com foco no protagonismo estudantil e na redução das desigualdades de gênero.
Desde sua criação, o Meninas no Espaço já envolveu escolas e educadoras de diferentes regiões do país, promovendo oficinas, cursos, missões educativas, atividades práticas em ciência e tecnologia, além de experiências formativas que conectam estudantes brasileiras a redes nacionais e internacionais de educação científica.
“O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência nos lembra que o acesso ao conhecimento não pode ser privilégio. O projeto Meninas no Espaço nasce justamente para romper barreiras estruturais e mostrar, na prática, que meninas podem e devem ocupar os espaços da ciência, da tecnologia e do setor espacial”, destaca a professora Mariana Almeida, coordenadora do projeto e docente do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN.
A atuação do projeto também se articula com agendas estratégicas globais, como a educação climática e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tema presente em participações institucionais da UFRN e da Funpec em eventos nacionais e internacionais, incluindo a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). Nesses lugares, o Meninas no Espaço tem sido apresentado como referência na integração entre ciência cidadã, educação pública e equidade de gênero.
Para o Diretor-Presidente da Funpec, Aldo Dantas, a data reforça o papel das instituições no enfrentamento das desigualdades históricas. “A Funpec se orgulha de administrar um projeto que transforma uma data simbólica em ação concreta. Investir na formação científica de meninas é investir no desenvolvimento do país, na inovação e na construção de uma sociedade mais justa e sustentável”, afirma.