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PM punido por enviar foto íntima em grupo de militares volta à ativa

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Condenado pela Justiça Militar pelos crimes de calúnia e difamação contra colegas do 42º Batalhão de Polícia Militar do Interior (42º BPM/I), em Presidente Venceslau (SP), o cabo da PM de São Paulo Eder Ricardo Souza voltou ao serviço ativo. Ele foi responsabilizado após ofender outros militares e enviar uma foto de suas partes íntimas em um grupo de WhatsApp utilizado por integrantes da 2ª Companhia do batalhão para fins de trabalho. As informações são do Metropoles.

As mensagens que resultaram na denúncia contra Souza foram enviadas em março de 2024. A princípio, as ofensas foram proferidas contra outro cabo da 2ª Cia, José Renato da Silva. “O Renato tá comendo a muié do Feijó [sic]”, escreveu o militar, referindo-se ao dentista Cristiano Albuquerque Feijó, com quem vários integrantes do grupo se consultavam.

Em seguida, Souza enviou uma foto de um órgão sexual masculino com a palavra “Pix” abaixo. Integrantes do grupo interpretaram a mensagem como desrespeitosa à sargento Gabriela da Silva Ferreira, que, naquele período, arrecadava doações para a compra de presentes destinados aos filhos recém-nascidos de integrantes do batalhão.

Na sequência, o cabo Amauri Popovitz da Cruz alertou Souza para que “parasse de beber e postar mensagens ofensivas”. O militar respondeu com nova ofensa: “Você só faz merda. Você perdeu sua muié assim [sic]”. Souza ainda enviou ao grupo uma foto da ex-esposa de Popovitz com o novo namorado.

Em depoimento à Justiça, o cabo afirmou ter ficado insatisfeito com a escala de trabalho e que, por essa razão, ingeriu bebida alcoólica naquela data, chegando a alegar que não se lembrava do que havia escrito no grupo. As ofensas ao cabo Renato, segundo ele, teriam sido motivadas pela saída do militar do grupo de futebol da 2ª Companhia. Renato era parceiro de beach tennis de Feijó, e a esposa do dentista, sua instrutora, circunstância que deu origem à insinuação de um suposto caso extraconjugal.

Souza também negou que a foto do órgão genital tivesse sido direcionada à sargento Gabriela, a quem afirmou ter pedido desculpas pessoalmente pelo ocorrido. Em juízo, a sargento confirmou o pedido de desculpas e declarou não ter visto a imagem enviada no grupo. A superior relatou ainda “que, quando percebeu que havia algo descontrolado, abandonou o grupo, preferindo não interagir, e que lhe pareceu que o acusado estivesse fora de si e alcoolizado”.

A decisão do Comando da PMESP de reconduzir o cabo ao serviço ativo foi oficializada após o cumprimento da pena de 1 mês e 10 dias de prisão em regime aberto e de 2 anos de suspensão das funções. Nesse cálculo, foram considerados o período de suspensão aplicado antes da sentença e o comportamento de Souza. Durante esse intervalo, o militar manteve o porte de arma, foi obrigado a exercer uma ocupação e ficou proibido de frequentar bares e de mudar de endereço sem comunicar à Justiça.

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