A operação da Polícia Federal desta sexta-feira (15) contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, pode inviabilizar de vez a candidatura do político ao Senado. Com informações da CNN.
Na cúpula do PL, a leitura é de que Castro pode contaminar o palanque do senador Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro. Integrantes da sigla que estarão com Flávio reclamam da insistência do ex-governador em se manter no páreo circundado por outras investigações, a exemplo do envolvimento da RioPrevidencia, o fundo de previdência do estado, com o banco Master.
A suspeita da PF é que o RioPrevidência teria direcionado dinheiro de aposentados e pensionistas para ativos considerados de alto risco do Master, quando a instituição já estava na mira do Banco Central.
Aliados do PL defendem que Castro recue da disputa ao Senado antes de ser “retirado” pela própria direita no estado.
A situação de Castro se agravou após a operação “Sem Refino”, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta sexta. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, fraude fiscal, evasão de divisas e ocultação patrimonial envolvendo empresas do setor de combustíveis ligadas ao grupo Refit e ao empresário Ricardo Magro.
Cláudio Castro já vinha enfrentando uma crise política e jurídica antes mesmo desta nova operação. O governador renunciou ao cargo em março deste ano em meio ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisava acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O TSE decidiu pela inelegibilidade de Castro por oito anos.
A inelegibilidade alterou os planos do grupo de Bolsonaro no Rio. Até então, Castro era tratado como peça central para a chapa do PL no Rio.
Interlocutores do partido afirmam que a situação é de incômodo e que há um esforço para evitar que Cláudio Castro transfira o desgaste de sua imagem para o bolsonarismo no Rio. A avaliação de parte da cúpula do PL é de que o ex-governador está isolado e precisa desistir da campanha.