O técnico italiano Carlo Ancelotti tem uma blindagem grande, além do seu vasto currículo, na Seleção Brasileira: a síndrome de vira-latas.
É gringo e famoso. A receita ideal para ser defendido, mesmo diante de um trabalho ruim no Brasil.
Não vi pedidos de tempo para os times de Fernando Diniz e Dorival Jr. Eu mesmo os cobrei. Contudo, da mesma forma que questionei os braisleiros, questiono Ancelotti e seu fraco trabalho.
Vinicius Jr é o maior penalizado nessa circunstância. Vini não vai ser a andorinha só que faz verão. E o esquema de Ancelotti coloca ele na frente de 50 franceses para progredir sozinho, sem passagens de lateral ou aproximação dos demais atacantes.
Assistindo a programas esportivos que tenho costume, me deu a agonia ao ver uma enorme blindagem ao trabalho fracassado, até aqui. Com Ancelotti, supervalorizam qualquer adversário e conseguem inúmeras desculpas para erros.
Ancelotti estreia em um 0 a 0 contra o Equador. Depois dali, perdemos para Bolívia, Japão, França e não ganhamos da Tunísia. Nos amistosos em escolas diferentes de futebol, não tivemos superioridade em nenhuma.
O pior é o desempenho. Pífio. Talvez a gente só tenha conseguido superioridade, de verdade, contra o coitado do Chile e a pobre Coreia do Sul.
Nosso material humano não é o melhor de sempre, mas qual seleção tem? Queria um técnico que nos deixasse competitivo, encontrei um que é mais do mesmo e ainda tem contrato renovado.