O espetáculo ‘Chuva de Bala no País de Mossoró’ estreia sua temporada 2026 no próximo dia 11 de junho, integrando a programação oficial do Mossoró Cidade Junina. As apresentações acontecem no tradicional adro da Igreja São Vicente, palco que revive anualmente um dos episódios mais marcantes da história mossoroense: a resistência ao bando de Lampião em 1927.
Todos os anos, há uma grande expectativa sobre como a história será contada com o olhar de cada diretor geral escolhido. Neste ano, o espetáculo chega ao público com um marco histórico: pela primeira vez, a direção geral é assinada por uma atriz mossoroense. À frente da montagem está Joriana Pontes, artista da Cia Bagana de Teatro, que assume o desafio de conduzir uma das maiores produções cênicas do Rio Grande do Norte trazendo um olhar feminino, sensível e potente para a narrativa.
A atriz e diretora é reconhecida pelo trabalho voltado à valorização da cultura popular, da identidade nordestina acumulando participações em importantes montagens e projetos culturais. Com trajetória consolidada nas artes cênicas, Joriana Pontes construiu sua carreira no teatro mossoroense e potiguar, atuando como atriz, palhaça, diretora e produtora cultural. Sócia fundadora da Cia Bagana de Teatro, que está junto na execução do espetáculo Chuva de Bala, Joriana tem na sua trajetória profissional a atuação nos espetáculos: Auto da Liberdade, Chuva de Bala, Oratório de Santa Luzia, Capitães da Areia, A revolta dos Brinquedos, Medéia, Shakespariano, entre outros. Participou de filmes como: O mundo de Ana, A Trupe, Cidade das quatro Torres, Era uma Vez Lalo, Casa do Louvor, o filme. Como diretora produziu e dirigiu os espetáculos Shakespeariano, Nas Ondas do Rádio com Chiquinha Gonzaga, Auto de São João Batista na cidade do Assú, fez assistência de direção em dois anos consecutivos, 2015 e 2016 do Chuva de Bala no País de Mossoró e mais recentemente, dirigiu o Auto de Santana (2025) e Amadores (2025/2026).
Sob sua direção, o “Chuva de Bala” 2026 aposta em uma encenação que une tradição e renovação, reunindo artistas experientes e também novos talentos que encontram na dança e no teatro espaço para crescimento artístico e expressão cultural.
“Cada diretor(a) traz a sua perspectiva para o conjunto do espetáculo que é também uma construção com todo o grupo envolvido. Como diretora, pude montar um elenco que reúne tradição e renovação artística. Da mesma forma que teremos jovens artistas no palco, teremos muita experiência cênica, nomes que engradecem o Chuva de Bala 2026. Também temos um conjunto de mulheres que se destacam nas interpretações e novos elementos em cena”, explica Joriana sem adiantar as surpresas que serão a novidade nesse ano.
O elenco desta edição conta com nomes já conhecidos do público. Yasmim Oliveira da Cia Bagana de teatro, estrelando uma das Luzias Antônias contadoras da história sobre a invasão, o ator Raull Davyson, da Cia Pão Doce de Teatro, interpreta Jararaca, um dos personagens mais emblemáticos da história do cangaço em Mossoró, Padre Mota já feito em outras versões por Augusto Pinto da Cia Arruaça de teatro que traz o humor a história de tensão, fé e resistência. Já os experientes atores Júnior Félix e Tony Silva dão vida a figuras marcantes, com destaque para Júnior Félix da Cia Bella Trupe no papel do prefeito Rodolfo Fernandes, liderança fundamental durante o confronto contra o bando de Lampião.
Além dos personagens históricos, o espetáculo mantém sua força coletiva através de um elenco formado por atores, bailarinos e artistas locais que ajudam a construir a grandiosidade da montagem, considerada um dos maiores espetáculos ao ar livre do país.
Encenado no próprio cenário onde a história aconteceu, o “Chuva de Bala no País de Mossoró” emociona gerações ao unir teatro, música, dança e memória popular em uma narrativa de coragem, resistência e pertencimento.