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Política

Lula viajará aos EUA para se reunir com Trump nesta semana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará aos Estados Unidos para se reunir com o presidente do país norte-americano, Donald Trump, nesta semana.

A noticia é de LIS CAPPI. A expectativa é de que o encontro envolva pautas econômicas, como a continuidade da aplicação de tarifas a produtos brasileiros; a situação da guerra no Oriente Médio; e a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como terroristas. A reunião está prevista para esta quinta-feira (7), na capital Washington D.C..

A viagem de Lula ocorre em um dos períodos mais delicados da terceira gestão do petista. O governo enfrenta o pior momento junto ao Congresso Nacional, após ter sofrido duas derrotas: a rejeição histórica a um indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), imposta ao advogado-geral da União, Jorge Messias, e a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria.

Em nível internacional, o encontro vai ocorrer em meio a tentativas do Irã por um acordo pelo fim da guerra, que envolve os Estados Unidos e Israel. Em mais de uma ocasião, o presidente brasileiro se posicionou publicamente contra o conflito.

Há expectativa de que a reunião aborde a pauta econômica, com destaque ao pedido do Brasil para fim de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Em agosto do ano passado, a gestão Trump anunciou tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras. O Brasil conseguiu negociar exceções à tarifa, mas ainda existem valores em negociação, como os setores da indústria e de pescados.

A reunião entre os dois líderes ainda sucede um histórico recente de questionamentos dos Estados Unidos às transferências Pix. O governo Trump tem criticado o sistema de pagamentos instantâneo por uma avaliação do país ligada às barreiras comerciais.

Em outra frente, o Brasil deve abordar a possibilidade levantada pelos EUA de classificar as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. A avaliação brasileira é de que uma eventual confirmação nesse sentido possa ferir a soberania nacional.

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