Imagem: Ricardo Stuckert
A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (22), a retirada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” do registro oficial da campanha à reeleição. Os advogados argumentam que o espaço, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não tem vínculo formal com a candidatura.
Na manifestação, a defesa afirma que o canal não recebe recursos financeiros nem suporte da campanha. Também sustenta que não há orientações da candidatura sobre o conteúdo divulgado, a frequência das publicações ou o cumprimento de metas.
Os advogados apontam Janones como criador, titular e único administrador do espaço. Com base nesses argumentos, pedem que o “Exército do Lula” seja considerado um canal independente de apoiador, e não um meio oficial de comunicação da campanha petista.
O pedido foi apresentado após o TSE estabelecer novos critérios para definir em quais circunstâncias canais administrados por terceiros devem ser vinculados a campanhas eleitorais. A manifestação também responde a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que busca o reconhecimento formal da ligação entre o canal e a candidatura de Lula.
No mesmo dia em que a defesa negou o vínculo formal, porém, Janones anunciou a entrada do presidente no “Exército do Lula”. Segundo o deputado, Lula foi incluído como administrador e passou a ter a possibilidade de enviar mensagens diretamente aos participantes.
Uma publicação com a palavra “cheguei”, atribuída ao presidente, foi divulgada no canal. Também foi publicado um vídeo em que Lula convida os integrantes para uma transmissão ao vivo com Janones.