A comissão especial da Câmara que analisa o fim da escala de trabalho 6x1 passou a discutir uma alternativa à proposta original: permitir que os dias de folga sejam distribuídos ao longo da semana, não necessariamente aos sábados e domingos. O movimento atende a demandas de setores como comércio e serviços, que argumentam que a rigidez inviabilizaria operações.
A proposta original, que ganhou enorme apoio popular nas redes sociais, previa descanso obrigatório nos fins de semana. Mas parlamentares de partidos do Centrão e representantes empresariais pressionam por flexibilidade, sob o argumento de que o modelo afetaria empregos em setores que funcionam sete dias por semana.
O relator busca um texto de consenso que garanta ao trabalhador dois dias de folga semanais sem obrigar que sejam consecutivos ou no fim de semana. A votação, ainda sem data marcada, promete ser uma das mais acompanhadas do ano — com potencial de impacto direto na vida de milhões de brasileiros.