O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e relator da CPMI do INSS, publicou nas redes sociais um vídeo cobrando a prisão imediata de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a divulgação de novas mensagens atribuídas ao empresário que apontam tratativas comerciais e menção a uma possível mudança para a Suíça.
As mensagens fazem parte das investigações da Polícia Federal sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS, que apura o operador financeiro Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Segundo os diálogos divulgados, datados de março de 2024, Lulinha trocava mensagens com a lobista Roberta Luchsinger, ligada ao esquema investigado, sobre negócios e articulações junto ao governo federal. Em um dos trechos, Roberta afirma que os dois trabalhavam em um "nível diferenciado" e cita a possibilidade de o futuro de ambos ser na Suíça. As mensagens também indicam que Lulinha relatou participação em reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
No vídeo publicado em suas redes, Gaspar classificou o episódio como parte de um padrão de "blindagem" a investigados no esquema do INSS e voltou a cobrar uma ação mais enfática da Polícia Federal em relação a Lulinha.
O deputado já havia solicitado, em fevereiro deste ano, a quebra do sigilo fiscal do filho do presidente, com base em outra mensagem interceptada na qual Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil feito à empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido tratar-se de "o filho do rapaz" — referência que, segundo o parlamentar, a própria PF associa a Lulinha.