Conhecido popularmente como “Viagra feminino”, o medicamento Addyi voltou a ganhar destaque após a ampliação de sua indicação para mulheres na menopausa. A pílula rosa é utilizada no tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo, condição caracterizada pela diminuição persistente da libido associada a sofrimento emocional.
O Addyi foi lançado há cerca de dez anos e passou a ser comparado ao Viagra, fármaco que marcou o tratamento da disfunção erétil masculina no final da década de 1990. Apesar do apelido, a comparação é mais simbólica do que científica. Enquanto o Viagra atua aumentando o fluxo sanguíneo no órgão sexual, o Addyi age no cérebro, modulando neurotransmissores relacionados ao desejo.
Aprovado inicialmente apenas para mulheres antes da menopausa, o medicamento teve seu uso autorizado também para algumas mulheres na pós-menopausa, com menos de 65 anos, diagnosticadas com o transtorno. A mudança foi celebrada pela indústria farmacêutica como um avanço no cuidado com a saúde sexual feminina.
Especialistas, no entanto, ressaltam que o Addyi não representa uma solução imediata nem apresenta o mesmo efeito para todas as pacientes. Pesquisas apontam que os resultados são modestos e variáveis. Além disso, o uso do medicamento pode provocar efeitos colaterais como tontura, sonolência, náusea e queda de pressão, especialmente quando combinado ao consumo de álcool.