A análise do VAR no 2 a 2 entre Santos e Flamengo, na noite desta quinta-feira (8), na Vila Belmiro, teve a paralisação mais longa da história da tecnologia (utilizada desde 2019) em um jogo do Campeonato Brasileiro. Foram 9 minutos e 56 segundos desde o momento em que o árbitro Anderson Daronco marcou a falta por mão de Jorginho, do Rubro-Negro, fora da área, até Neymar cobrar o pênalti e marcar o primeiro gol do Peixe no jogo.
A informação é do Esporte News Mundo. Após revisar o lance no monitor, Daronco marcou pênalti, pois a mão foi dentro da área, e mudou a cor do cartão para Jorginho de amarelo para vermelho. Durante esta paralisação, o Flamengo ainda fez duas substituições.
Foram quatro minutos e 36 segundos a partir do momento em que o jogo para até o árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques chamar Anderson Daronco. Desde o momento em que o árbitro principal é chamado para o monitor até ele anunciar a decisão final foram mais dois minutos e 14 segundos (2m14s). E a partir do momento da decisão de dar o pênalti até a cobrança foram mais três minutos e seis segundos.
A sequência de decisões durante a revisão mostra como a análise alterou o rumo do lance: além de mudar a marcação de falta para pênalti, a arbitragem também revisou a punição disciplinar aplicada a Jorginho. A cobrança de Neymar encerrou um período de quase dez minutos sem bola rolando, em um episódio que passou a integrar o histórico do uso do VAR no futebol brasileiro.
O recorde pertencia ao jogo Juventude 0 x 1 Cruzeiro, pela 38ª rodada do Brasileiro de 2024. Na ocasião, a árbitra Edina Alves Batista e a VAR Daiane Caroline Muniz dos Santos demoraram oito minutos e 24 segundos na decisão de mostrar cartão vermelho a Alan Ruschel, do time gaúcho.