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Brasil

Segundo pedido de extradição de Carla Zambelli será analisado por Corte italiana

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A Corte de Cassação da Itália deve analisar nesta quarta-feira (1º), o segundo pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) enviado pelo Brasil. O novo processo diz respeito à condenação dela, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

Na semana passada, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou o pedido e encaminhou à Corte italiana informações fornecidas pelo STF para demonstrar a regularidade da condenação e atender às garantias exigidas pelas autoridades do País europeu.

Entre elas estão a indicação do local onde a pena seria cumprida o acesso da ex-deputada a advogados, familiares e representantes diplomáticos da Itália e a possibilidade de envio de informações periódicas ao governo italiano, mediante solicitação formal.

O novo pedido chega à Corte de Cassação após a rejeição do primeiro, relacionado à condenação dela pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, em janeiro de 2023. A Justiça italiana entendeu que Moraes atuou sob "dupla veste", como relator do processo e pessoa diretamente atingida pelo crime.

Apesar desse precedente, especialistas afirmam que o novo julgamento não está automaticamente vinculado à decisão anterior e deve ser analisado de forma autônoma. Ao mesmo tempo, a decisão anterior tende a tornar o exame mais rigoroso.

"São fatos diferentes, ocorridos em momentos também diferentes, e cujo julgamento das ações penais teve relatores distintos no Supremo", cita Eduardo Lycurgo Leite, vice-presidente da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (Fenia). No segundo caso, o relator foi o ministro Gilmar Mendes.

Caso o pedido seja aprovado, a vinda de Zambelli, que deixou a prisão onde estava detida em Roma após a primeira negativa, não será imediata. Ainda permanecem etapas administrativas, diplomáticas e logísticas entre os dois países, além da possibilidade de utilização dos recursos previstos na legislação italiana.

Caso a Corte italiana rejeite novamente a extradição, a decisão não impede o Brasil de recorrer a outros mecanismos de cooperação jurídica internacional, como a possibilidade de reconhecimento e eventual execução da sentença brasileira em território italiano.

Com informaçõe de Estadão Conteúdo

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