O deputado estadual alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (29/9) por suspeita de negociar apoio político-eleitoral com a facção criminosa Nova Okaida, grupo que atua em comunidades da Paraíba (PB), é Caio Roberto (MDB) (foto em destaque). Além dele, os investigadores também apuram a participação do secretário-chefe do Procon de João Pessoa (PB), Júnior Pires, que foi afastado do cargo. As informações são da coluna de Mirella Pinheiro, do Metrópoles.
O parlamentar, que tem 41 anos, é natural de Campina Grande e graduado em direito. Filho do ex-senador e deputado federal Wellington Roberto, ingressou na política em 2010, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez.
Posteriormente, Caio Roberto foi reeleito três vezes, nas eleições de 2014, 2018 e 2022. No pleito de 2026, Caio Roberto tenta reeleição.
Segundo demonstram as investigações da PF, integrantes da Nova Okaida, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.
Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, do secretário Júnior Pires. Os investigadores apreenderam R$ 220 mil em espécie durante a operação.
A investigação apura crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.