O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, defendeu que uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja feita apenas após as eleições presidenciais. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (29), após a rejeição da indicação de Jorge Messias à Suprema Corte pelo plenário da Casa. Segundo o parlamentar, a decisão marca um momento institucional relevante.
Rogério Marinho conversou hoje, junto a líderes, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre o pedido de adiamento da análise de um novo nome ao STF. Para ele, é uma forma de garantir maior legitimidade à escolha. “Pedimos a ele que deixasse para submeter ao plenário do Senado da República um próximo representante após o resultado das eleições”, afirmou. Segundo o líder da oposição, a medida contribui para permitir foco no processo democrático. “Isso dará legitimidade, fará com que haja uma tranquilidade”, acrescentou.
Ao tratar dos critérios para futuras indicações, o parlamentar defendeu um perfil técnico e independente para o STF, afastado de vínculos políticos. “O critério não pode ser de um amigo do rei. O critério não pode ser de um ativista político”, afirmou. Para ele, o cargo exige imparcialidade e compromisso institucional. “Nós queremos alguém que tenha isenção, que tenha notório saber, que tenha equilíbrio, mas, sobretudo, isenção”, concluiu.
O senador também destacou o caráter histórico da votação e afirmou que o resultado representa uma resposta do Parlamento diante do atual cenário institucional. “Desde 1894, no início da República, não havia rejeição de um indicado ao Supremo Tribunal Federal”, declarou. Para ele, o episódio sinaliza a necessidade de reequilíbrio entre os Poderes. “Não é possível mais vivermos na situação em que nós estamos, onde há um desequilíbrio da democracia”, disse.