Por Hellen Jambor
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta que o Rio Grande do Norte terá 11.670 novos casos de câncer em 2026, conforme dados mais recentes divulgados pelo instituto. A estimativa faz parte de um estudo que aponta 781 mil novos casos da doença por ano em todo o Brasil entre 2026 e 2028, mostrando que o câncer segue como um dos maiores desafios de saúde pública no país.
Dados também disponíveis para a capital potiguar apontam que Natal pode registrar em torno de 3.010 casos de câncer por ano, considerando todos os tipos de tumor. Esse número foi extraído da estimativa mais recente disponível para o município, organizada pelo INCA com base em modelos epidemiológicos.
Em todo o RN, os tipos de câncer mais frequentes incluem os tumores de próstata e pulmão entre homens e mama e colo do útero entre mulheres, assim como outros cânceres do trato digestivo. Esses cânceres têm maior chance de tratamento bem-sucedido quando identificados precocemente, o que reforça a importância de exames regulares e de políticas de rastreamento.
Especialistas destacam que o aumento estimado de casos no estado está ligado ao envelhecimento da população e à exposição a fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada. Além disso, Desigualdades no acesso à prevenção e ao diagnóstico no Brasil, incluindo o RN, influenciam diretamente esses números, o que pode resultar em mais diagnósticos avançados e maior demanda por tratamentos especiais.
Para a população potiguar, os números trazem um alerta claro: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais. A vacinação contra o HPV, o abandono do tabagismo, a redução do consumo de álcool, alimentação mais saudável e atividade física constante são medidas que reduzem o risco de vários tipos de câncer.
O estudo do INCA é usado pelas autoridades de saúde como base para planejar ações de prevenção, ampliar o acesso a exames e melhorar a rede de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo com variações metodológicas entre estimativas, os dados apontam para a necessidade de fortalecer campanhas de detecção precoce e ampliar a cobertura de serviços oncológicos no RN e em Natal.
Veja os dados completos, clicando aqui.