É impossível ler as informações que vêm à tona sobre a morte do cachorro Orelha sem sentir revolta. O caso, ocorrido em Florianópolis, escancara um nível de crueldade que ultrapassa qualquer limite de humanidade e cobra uma resposta firme da sociedade e das autoridades.
Segundo a ativista Luísa Mell, que afirma ter tido acesso ao laudo técnico, o animal foi agredido enquanto ainda estava vivo, em um episódio de maus-tratos que resultou em ferimentos internos graves. O relatório aponta que as lesões eram incompatíveis com a sobrevivência.
O que mais choca é perceber que, mesmo diante de tantos debates sobre proteção animal, ainda existam atos tão brutais sendo tratados, muitas vezes, como estatística. Orelha é o retrato de uma falha coletiva em educar, fiscalizar e punir.
As informações se tornaram públicas após Luísa Mell comentar o conteúdo do laudo e participar, nesta terça-feira (27), de uma coletiva sobre o caso.
Revolta não basta. Justiça é o mínimo.