Aos 70 anos, Ratinho afirmou que pretende continuar no SBT por mais uma década. O apresentador falou sobre os planos para a carreira em entrevista à repórter Mônica Apor, do portal LeoDias, nos bastidores do Upfront da emissora, realizado na quinta-feira (22).
Questionado sobre quanto tempo ainda deseja permanecer na televisão, o comunicador disse estar disposto a seguir à frente de seu programa. “Eu acho que mais uns 10, se eu penso que dá. Eu acho que eu tô firme pra mais 10 anos”, declarou.
Ao ouvir que chegaria aos 80 anos nesse período, Ratinho reagiu com humor: “80 tá bom, já deu. Já vai encher o saco suficiente”. Na mesma conversa, ele comentou a relação com artistas que discordam de suas opiniões políticas e explicou por que não pretende disputar novos cargos eletivos.
Ratinho relata recusa de artistas por divergências políticas
O apresentador afirmou que alguns artistas preferem não participar de seu programa por discordarem de seus posicionamentos. Segundo ele, essas recusas não comprometem o desempenho da atração. “Tem bastante artistas que pensam assim, mas o programa continua no ar, continua indo bem e eu estou usando o que eu tenho”, disse.
Ao ser questionado sobre o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e o impacto de suas preferências políticas, Ratinho defendeu a importância de assumir uma posição, mas também de respeitar quem pensa de outra forma ou não se interessa pelo tema. Ele afirmou que nunca deixou de gostar de alguém por divergências políticas e que não deixa de acompanhar um artista por esse motivo.
O comunicador também contou que costuma responder a críticas no Instagram e em outras redes sociais. Apesar das reações, disse que não pretende deixar de expressar suas convicções: “Mas eu procuro não ficar sem posição. Eu tenho posição”.
Embora mantenha interesse pelo debate político, Ratinho descartou voltar a concorrer a um cargo eletivo. Ex-vereador e ex-deputado federal, afirmou que a experiência no Congresso o levou a concluir que não se identifica com a função. Segundo o apresentador, seu perfil está mais ligado à iniciativa privada, e a burocracia foi um dos fatores que o afastaram da carreira política.