A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) teria rejeitado dar aval a uma operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), prevista para quarta-feira (22), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas, durante o programa ALive, do portal Claudio Dantas.
Segundo o jornalista, a operação estaria relacionada à ligação de Flávio Bolsonaro com o advogado Willer Tomaz. O inquérito que apura o caso está sob relatoria de Moraes. Ainda de acordo com Dantas, a ação previa o cumprimento de aproximadamente 28 mandados de busca e apreensão.
O jornalista afirmou que a cúpula da PGR decidiu não apoiar a operação. Segundo ele, a articulação teria sido conduzida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet; pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand; e pelo chefe de gabinete de Gonet, Carlos Fernando Mazzoco.
Durante o ALive, Dantas classificou a suposta operação como uma tentativa de criar um fato político às vésperas do segundo turno eleitoral. A avaliação foi apresentada pelo próprio jornalista, sem confirmação independente no material divulgado.
“Talvez, pela primeira vez, não topou fazer o serviço sujo do Alexandre Moraes, que ia, sim, tentar criar um factoide às vésperas do segundo turno”, afirmou Dantas.
O jornalista também relacionou o episódio a declarações anteriores de Flávio Bolsonaro sobre uma suposta “terceira facada” política que estaria sendo preparada contra ele. Dantas afirmou que a decisão atribuída à PGR teria impedido a realização da operação.
Até o momento, as informações sobre a ordem de busca, o número de mandados e a decisão da PGR são atribuídas ao relato de Claudio Dantas e precisam de confirmação por fontes oficiais.