O otimismo dos brasileiros em relação à economia recuou após a reeleição de Lula (PT). Pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 8, mostra que 39% esperam uma melhora nos próximos 12 meses, mesmo percentual dos que preveem piora. Outros 19% acreditam que a situação ficará como está. A informação é do O Antagonista.
É a primeira vez, durante o terceiro mandato do petista, que otimistas e pessimistas aparecem empatados.
Em agosto, antes da eleição, 46% esperavam melhora e 24%, piora.
Em dezembro de 2022, logo após a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL), a diferença também era favorável ao otimismo: 47% a 29%.
Pessimismo entre os mais ricos
A avaliação negativa se concentra entre os brasileiros de maior renda e escolaridade e nos moradores do Sul.
Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, 49% esperam piora da economia, ante 30% que projetam melhora.
Na região Sul, os pessimistas são 58%, contra 24% de otimistas. Entre os entrevistados com ensino superior, a relação é de 46% a 31%.
Entre os mais pobres, o cenário se inverte: 48% dos que recebem até dois salários mínimos esperam melhora, enquanto 29% preveem piora. No Nordeste, são 50% os otimistas e 25% os pessimistas. A posição política também pesa: 84% dos bolsonaristas esperam uma piora, ante 2% dos lulistas.
Economia lidera preocupações
A pesquisa mostra que 48% dos entrevistados estão mais preocupados do que otimistas com o futuro do país.
Entre os preocupados, 27% apontam a economia, os gastos públicos, a dívida e os juros como principal motivo. Segurança pública aparece em seguida, com 17%, enquanto corrupção e relação com o Congresso registram 12% cada.
As prioridades cobradas do novo governo também se concentram na área econômica e no trabalho.
O fim da escala 6×1 aparece em primeiro lugar, citado por 17% dos entrevistados. Em seguida vêm a isenção de impostos sobre a cesta básica, com 16%, e a valorização do salário mínimo, com 11%.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.