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Política

PT deve declarar apoio a reeleição de Hugo Motta na 3ª feira

lula e hugo motta

O PT deve anunciar na terça-feira (27) apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão será discutida em reuniões previstas para esta segunda-feira (26) e para a manhã de terça-feira, em meio às negociações por espaços de comando na Casa e pela votação de pautas prioritárias para o governo. A informação é do Poder 360.

Integrantes do partido se reunirão nesta 2ª feira (26), às 19h, na residência oficial da Presidência da Câmara, no Lago Sul, em Brasília. Na 3ª feira, às 10h, será a vez da bancada petista se reunir com deputados atuais e eleitos. Depois do encontro, a sigla deve formalizar o apoio ao deputado paraibano.

Negociação de cargos na Câmara

Nas negociações, o PT busca espaço na Mesa Diretora, com a 1ª Secretaria ou uma vice-presidência, além do comando de comissões estratégicas. Entre as prioridades estão a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), a CMO (Comissão Mista de Orçamento) e a CFT (Comissão de Finanças e Tributação).

Com o apoio do PT, Motta ampliará para 12 o número de partidos que já declararam apoio à sua reeleição, considerando União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, Solidariedade, PRD, PSB e PDT, além do PT. A adesão petista também reduzirá o espaço para que o PL articule uma candidatura capaz de rivalizar com a do atual presidente da Câmara.

PEC da tarifa zero é prioridade

Além das negociações sobre a composição da Câmara, o PT tem como prioridade a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da tarifa zero até o fim de 2026. A proposta encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso em 21 de outubro estabelece a destinação de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para financiar o transporte público gratuito aos fins de semana e feriados a partir de 2027.

O texto reserva 26,8% das emendas individuais e de bancada de execução obrigatória para custear a medida. Os recursos sairão de verbas já previstas no Orçamento, sem aumento do valor total destinado às emendas parlamentares.

O modelo de repasse dos recursos às prefeituras e às empresas de ônibus ainda será definido depois da aprovação da PEC. A regulamentação poderá ser feita por meio de um projeto de lei.

O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 define R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Na prática, a PEC direciona parte desses recursos ao financiamento do transporte público gratuito, reduzindo o montante disponível para outras despesas indicadas por deputados e senadores.

O governo afirma que a medida não aumentará a despesa primária nem comprometerá a meta de resultado primário.

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