O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26), em vídeo nas redes sociais, que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não reconheceria uma eventual vitória dele na eleição presidencial. Derrotado no segundo turno, o parlamentar voltou a questionar a ampliação do horário de votação e defendeu esclarecimentos sobre a medida. As informações são do Metrópoles.
“Lula reconheceria a minha vitória? Com certeza, não”, declarou. Na gravação, Flávio questionou como o PT, a imprensa e a comunidade internacional reagiriam caso um ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro tivesse tomado uma decisão semelhante. Lula, antes de chegar à Presidência em 2002, perdeu as eleições de 1989, 1994 e 1998 e reconheceu os resultados.
A crítica do senador se refere à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão da votação das 17h até as 19h em todo o país. Flávio colocou em dúvida o impacto das duas horas adicionais, mas não apresentou provas de que a medida tenha alterado o resultado. “Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente qual foi o impacto dessa decisão”, afirmou.
Campanha também pediu ampliação do horário
A própria campanha de Flávio havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) duas horas extras de votação para eleitores de municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O pedido previa o encerramento às 19h, mesmo horário posteriormente autorizado por Zanin em âmbito nacional.
No domingo (25), após a confirmação da vitória de Lula, o senador anunciou que não reconheceria o resultado e que recorreria à Justiça para pedir a anulação da eleição. O argumento apresentado foi a decisão do STF sobre a prorrogação da votação.
A posição contraria o compromisso assumido pelo parlamentar durante uma sabatina da TV Globo, em 16 de outubro. “Vou disputar as eleições com as regras que estão aí. Independentemente de qual for o resultado, vou respeitar”, disse na ocasião.
Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%. Na primeira etapa da disputa, o senador havia ficado à frente, com 47,03%, contra 45,16% do petista.