Conheço Judson desde quando ele lutava por uma oportunidade no time titular do América, chance que parecia que nunca surgiria. Graças a Deus machucaram-se algumas murrinhas, um outro tomou cartão e ele entrou no time para nunca mais sair, sim, mas para os seus vôos maiores.

Judson ficou fora do clássico e levianamente várias especulações sobre saída e renovação de contrato. Nada disso, seres humanos biltres! Não era dinheiro, outras propostas ou mesquinharias que vocês, desumanos, atacam mesmo sem saber do que se trata.
Com a coragem que só os seres humanos superiores têm, o menino de Arês revelou seu drama ao repórter Mállyk Nagib, abrindo seu coração para todos. O sofrimento de uma doença machucante, sem cura, que se trata, mas que traiçoeiramente quase sempre volta a atacar: depressão.
O mundo está cheio de seres repulsivos que classificam a doença da depressão como"frescura", por isso muita gente se esconde, se escolhe, não procura ajuda e esse abrir do coração feito pelo jogador Judson merece aplausos e muito apoio.
E ele sentiu uma recaída nos últimos dias, por isso ficou fora do clássico, fora de ação. Coragem, hombridade, exemplo e ajuda para os tantos que, como ele, às vezes, preferem não falar da dor. Minha admiração, Judson! Meu respeito, Judson! Meu abraço, Judson. Você é gigante e vai vencer esse marcador.