O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comprove as “qualificações profissionais” de Carlos Eduardo Antunes Torres para autorizar sua atuação como cuidador durante o período de prisão domiciliar. Com informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
Torres é irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em pedido apresentado na última semana, a defesa do ex-presidente afirmou que ele atuaria como cuidador na residência durante a ausência de Michelle.
Moraes destacou, em decisão proferida nesta segunda-feira (6), que o pedido não foi acompanhado da comprovação das qualificações do indicado, “sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu”.
“Determino que a Defesa do custodiado apresente as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, em cumprimento à decisão de 24/3/2026”, escreveu o magistrado.
O ministro ressaltou ainda que, ao conceder a prisão domiciliar, já havia determinado que fossem apresentados os nomes e as qualificações de profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente. Segundo Moraes, o nome do irmão de Michelle foi incluído pela defesa sem a devida comprovação técnica ou definição das atividades que exerceria.
Domiciliar
Bolsonaro está em casa, no Jardim Botânico, em Brasília, desde sexta-feira (27), após deixar a internação no DF Star, onde estava desde 13 de março devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.
O ex-presidente ficará em casa pelo prazo de 90 dias e, após esse período, será reavaliada eventual prorrogação da custódia domiciliar ou o retorno à Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.