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Política

MP pede mais tempo para concluir investigação de esquema bilionário ligado ao PCC em postos de combustíveis

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) prevê concluir, em até 90 dias, as investigações da Operação Carbono Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis e na região da Faria Lima.

A apuração ocorre no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), instaurado em 2024, e deve resultar na denúncia de cerca de 30 a 40 pessoas. O caso tramita sob sigilo e ainda depende de perícias, sendo classificado como de alta complexidade.

Entre os investigados estão os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, ambos considerados foragidos.

Deflagrada em agosto de 2025, a operação teve cerca de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas. Segundo as investigações, uma rede de aproximadamente 1.200 postos de combustíveis movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com recolhimento de cerca de R$ 90 milhões em impostos.

As apurações indicam que o grupo teria utilizado cerca de 40 fundos de investimento, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, para movimentação de recursos.

A investigação também apura a possível participação de agentes públicos e outros envolvidos. Os dois empresários citados negociam acordos de colaboração com o MPSP.

A Operação Carbono Oculto está relacionada a outras investigações no setor de combustíveis, como a Operação Tank.

O caso chegou a ser encaminhado à Justiça Estadual do Paraná, sob o entendimento de ausência de relação com tráfico internacional. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu manter a investigação na esfera federal.

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