O líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, ficou “surpreso e indignado” com a Operação Vérnix, do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, segundo o advogado dele, Bruno Ferullo.
A noticia é do portal CNN. Marcola recebeu sua defesa na segunda-feira (25) de tarde durante uma hora na Penitenciária Federal em Brasília para ser informado sobre a investigação contra ele e demais familiares, além da influenciadora Deolane Bezerra.
No presídio de segurança máxima ele não tem acesso a noticiário e horário regrado de banho de sol.
"Diante das informações apresentadas, Marco manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, diz o advogado.
Ferullo também apontou que Marcola negou qualquer participação nos fatos investigados, bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação, relatando que tampouco possui o vulgo “narigudo” que lhe é atribuído pela autoridade policial.
Deolane e Marcola: quem são os alvos de operação contra PCC.
A investigação aponta que o PCC tinha uma transportadora em São Paulo para lavar dinheiro do crime organizado e fazia repasses mensais à Deolane. Conversas em celulares e extratos bancários foram encontrados e constam no inquérito.
O advogado também diz que Marcola afirmou estar incomunicável desde 2019, quando virou um custodiado de penitenciária de segurança máxima federal e que é inocente.