Imagem: Vinicius Nunes/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (PL) apresentou nesta quarta-feira (21) novos documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando suposto uso eleitoral de recursos públicos em mensagens enviadas a beneficiários de programas sociais do governo Lula (PT).
A ação questiona o projeto Conexão Cidadã, cujo contrato passou de R$ 34,5 milhões para R$ 273,2 milhões, dos quais R$ 237,8 milhões já teriam sido repassados. Segundo a defesa, R$ 5,26 milhões foram redirecionados para o envio de mensagens após o primeiro turno.
Os documentos também apontam vínculos entre fornecedores do projeto e campanhas eleitorais do PT em 2026, além de mensagens sobre Bolsa Família, Farmácia Popular e prova de vida do INSS enviadas na semana do segundo turno.
A defesa questiona ainda a contratação do Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (IAUPE), sem chamamento público, e possíveis irregularidades nos custos dos serviços de mensageria.
A ação tem como investigados Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
Flávio pediu ao TSE a suspensão dos disparos de mensagens pelos canais investigados e solicitou documentos e esclarecimentos aos órgãos envolvidos. A defesa sustenta que os envios podem comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
O processo tramita no TSE sob o número 0603241-16.2026.6.00.0000, sob relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. As alegações serão submetidas à análise da Justiça Eleitoral.