Inquérito instaurado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Palmas (TO) apura o envolvimento de um empresário de 49 anos, acusado por uma mulher de cometer estelionato amoroso, apropriação indébita e violência patrimonial e psicológica. Eduardo Gabriel Sant Anna e Moura, o “don juan do agro” é investigado por utilizar uma relação afetiva para obter sucessivas vantagens financeiras ilícitas e exercer severa violência psicológica contra sua então noiva.
A noticia é de CARLOS CARONE. Apresentando-se como um homem de negócios bem-sucedido do setor produtivo e de família tradicional na cidade de Goiânia, mãe arquiteta renomada, pai advogado e empresário tradicional rotariano, donos de vinícola premiada, o investigado conquistou a confiança da vítima e de seus familiares até passar a intervir diretamente em sua vida financeira. A estratégia para a captação do patrimônio da mulher começou com a transferência de mercadorias de sua empresa de distribuição para um galpão em Goiânia. A coluna tenta localizar a defesa de Eduardo Moura.
Sob o pretexto de apoiar a expansão dos negócios, o suspeito reteve e vendeu mais de três mil e setecentos produtos pertencentes à noiva, gerando um prejuízo direto estimado em R$ 800 mil (correspondentes ao lote de 3.738 unidades avaliadas em R$ 120 cada, além de outro lote de 500 unidades a R$ 150 cada). Quando a comerciante enviou um caminhão de carga à capital goiana para reaver os produtos, o homem ocultou-se por dois dias e, posteriormente, admitiu ter comercializado os bens sem autorização para cobrir compromissos financeiros pessoais.
Eduardo teria convencido a comunicante a investir em uma loja de vinhos, supostamente de sua propriedade, sem que qualquer retorno financeiro tivesse sido apresentado. Referente a esse investimento, a vítima possui nota promissória emitida e assinadas pelo suspeito que comprovam os repasses e valores devidos: de R$ 57,3 mil, com vencimento em 1º de janeiro do ano passado.
Testemunhas ouvidas pela autoridade policial confirmaram que a comerciante desenvolveu crises severas de ansiedade e pânico, passando a necessitar de acompanhamento psiquiátrico e medicamentos de uso controlado em decorrência do desgaste emocional.
Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade da vítima, a Polícia Civil representou pela concessão de medidas protetivas de urgência junto ao Juizado de Combate à Violência Doméstica Contra a Mulher de Palmas.
As ordens judiciais determinaram o afastamento imediato do suspeito do domicílio da comerciante e a proibição absoluta de aproximação e de qualquer tipo de contato, seja por ligações, redes sociais ou interposta pessoa. As autoridades policiais prosseguem com as diligências para a realização de exames periciais psicossociais, levantamento patrimonial e o interrogatório do investigado pelos crimes de apropriação indébita, violência psicológica e injú