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Esporte

Conmebol declara apoio a Infantino em meio à crise na Fifa e rejeita mudanças fora dos mecanismos oficiais

alejandro domínguez e infantino

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) manifestou nesta quinta-feira (6) apoio à permanência de Gianni Infantino no comando da Fifa, apesar da crise envolvendo a proposta do dirigente de criar uma estrutura para administrar a Copa do Mundo e outros eventos com participação de investidores externos.

Em comunicado oficial, a entidade afirmou que não irá apoiar “nenhuma ação ou procedimento” que se afaste dos mecanismos institucionais previstos para a eleição do presidente da Fifa, marcada para março. A declaração ocorre após a Conmebol já ter declarado apoio à reeleição de Infantino para o mandato de 2027 a 2031.

A crise teve início após a proposta de Infantino para criar uma subsidiária responsável por administrar competições da Fifa com investimentos privados. A ideia gerou resistência de diversas confederações, fazendo com que a entidade máxima do futebol reconhecesse falhas no processo e retirasse o projeto.

Apesar das críticas, a Conmebol destacou a decisão da Fifa de abandonar a iniciativa e pediu maior diálogo entre as instituições. A confederação sul-americana afirmou que é necessário “agir com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança”.

Infantino busca um quarto mandato à frente da Fifa, com validade até 2031. Durante sua gestão, o dirigente recebeu apoio sul-americano em projetos como a realização de partidas da Copa do Mundo de 2030 em Argentina, Paraguai e Uruguai, países que participarão das celebrações do centenário do primeiro Mundial. A Conmebol também defende a ampliação da próxima Copa do Mundo para 64 seleções, proposta que ainda será debatida.

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