O recesso parlamentar terminou oficialmente no sábado (1º), mas as votações só devem ocorrer no Congresso Nacional após o dia 10 de agosto. A previsão é de calendário apertado, já que o segundo semestre será quase todo dedicado às campanhas eleitorais nos estados.
A noticia é de YUMI KUWANO. Com duas semanas de esforço concentrado marcadas para agosto e setembro, alguns temas estão na lista de prioridades dos deputados e senadores. Um deles é a derrubada do veto presidencial que impediu o aumento do fundo partidário aprovado na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) em dezembro.
Os presidentes partidários tentam um acordo para que o texto seja pautado o mais rápido possível. A mudança pode render um aumento de R$ 150 milhões para as legendas, além dos R$ 1,43 bilhão destinados às siglas. Para derrubar o veto, é preciso maioria absoluta dos votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores.
Para isso, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa convocar uma sessão conjunta da Câmara e do Senado. Além desse, quase 100 vetos que trancam a pauta de votações aguardam deliberação. Os temas vão de economia a saúde, educação e segurança.
A última sessão conjunta para análise de vetos ocorreu em maio. Uma outra, marcada para o dia 18 de junho, foi cancelada por falta de acordo. A promessa de Alcolumbre era que os pontos de divergência seriam discutidos e que uma sessão seria realizada antes do recesso parlamentar, que começou em meados de julho.