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Esporte

Confira mensagens que colocam jogador do Vasco no radar de investigação sobre grupo criminoso

David comemora gol pelo Vasco contra o Botafogo no Brasileirão — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Mensagens encontradas pela Polícia Civil do Espírito Santo levaram o atacante David Corrêa, do Vasco, a se tornar um dos alvos da Operação “A Tropa”, que investiga um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. O jogador foi alvo de um mandado de busca e apreensão no Rio de Janeiro, mas não foi preso.

Segundo o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da DHPP da Serra, três conversas encontradas em um celular apreendido durante outra investigação chamaram a atenção dos investigadores. Em uma delas, Júnior teria repassado a David informações sobre uma pessoa vítima de uma tentativa de homicídio, incluindo a possível motivação do ataque e o estado de saúde. Na sequência, o jogador teria respondido: “mereceu tomar uns tiros mesmo”.

Outro diálogo envolve uma fotografia de uma pistola enviada por Júnior ao atleta. Conforme a Polícia Civil, David teria respondido à imagem com a mensagem: “tem que matar um para ver de qual é”. Para os investigadores, o conteúdo das conversas levantou suspeitas sobre uma possível relação do jogador com integrantes do grupo criminoso.

A terceira conversa citada na investigação trata da negociação de um veículo. De acordo com o delegado, Juan teria pedido a Júnior que intermediasse um contato com David para conseguir dinheiro emprestado e trocar um Fiat Argo. A polícia suspeita que o carro seja o mesmo utilizado em uma tentativa de homicídio e que estaria “queimado”, termo usado pelos envolvidos para indicar que o veículo teria ficado comprometido após o uso no crime.

A partir das mensagens, a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de David ter relação com o financiamento do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3. O atacante prestou depoimento, admitiu conhecer pessoas citadas na investigação, mas negou envolvimento com tráfico de drogas ou armas. Seu empresário, André Cury, também afirmou que o jogador não possui ligação com o crime organizado. A investigação corre sob segredo de Justiça, e David permanece na condição de investigado.

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